segunda-feira, 29 de março de 2010

Rir assegura saúde e longevidade, diz estudo

Rir, certamente, é o melhor remédio. É o que reafirma estudo publicado esta semana na revista Psychological Science. Quanto mais largo o sorriso e mais profundos os vincos em volta dos olhos quando se sorri, mais longa será a vida do indivíduo.

Segundo a revista, cientistas chefiados por Ernest Abel, da Universidade Wayne State, em Michigan, estudaram 230 fotos de jogadores da principal liga de beisebol americana que começaram a jogar antes de 1950 e as agruparam de acordo com os tipos de sorriso.

Os jogadores foram classificados segundo os critérios “sem sorriso” - quando apenas olhavam inexpressivamente para a câmera -, “sorriso parcial” - quando o sorriso envolvia apenas os músculos ao redor da boca - ou “sorriso total”, quando o  sorriso envolvia a boca, os olhos e ambas as bochechas pareciam levantadas.

As fotos foram tiradas do Registro de Beisebol de 1952, uma lista de informações profissionais com dados e estatísticas sobre os jogadores, como ano de nascimento, índice de massa corporal, estado civil e tempo de carreira, os quais refletem a forma física.

O volume de estatísticas permitiram aos cientistas controlar outros fatores que poderiam afetar a expectativa de vida dos jogadores. Entre os jogadores falecidos a partir de 1º de junho do ano passado, os da categoria “sem sorriso” viveram uma média de 72,9 anos, os com “sorriso parcial”, 75 anos, e os de “sorriso total” viveram, em média, 79,9 anos, demonstrou o estudo.

"Considerando que a intensidade do sorriso reflete uma disposição emocional interna, os resultados deste estudo correspondem aos de outros que demonstram que as emoções têm um vínculo positivo com a saúde mental, física e a longevidade”, ressalta o estudo.

No entanto, não ficou claro para os pesquisadores se os jogadores sorriram espontaneamente ou se o faziam a pedido de algum fotógrafo. De qualquer forma, a proporção de indivíduos com sorriso largo - 23 - foi muito menor a daqueles com sorriso parcial ou sem sorriso (64 e 63, respectivamente), o que indica para os cientistas que mesmo que os sorrisos tenham atendido a um pedido, sua intensidade refletiu a “disposição geral interna” do jogador. Fonte France Presse e Psychological Science.

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